O filtro coalescente para a indústria de alimentos é uma das peças mais discretas da sala de compressores, e uma das que mais pesam na segurança do produto final. O tema ganhou um gancho no Norte de Minas: segundo o jornal O Tempo, a Cepêra assinou em 21 de outubro de 2026 a compra do controle da Karambi Alimentos, dona da marca Colonial, de extratos e molhos de tomate. A fábrica fica em Itacarambi e, de acordo com a empresa, será modernizada e terá a capacidade ampliada.
O que a compra da Colonial em Itacarambi sinaliza
As reportagens do O Tempo e da SuperVarejo trazem os principais dados do negócio:
- A unidade de Itacarambi tem 81 mil m² de área total;
- A capacidade atual é de até 35 mil toneladas de tomate por ano, com matéria-prima de áreas irrigadas da região de Jaíba e do Vale do São Francisco;
- A Colonial segue como marca independente e mantém a produção em Itacarambi;
- A Cepêra planeja modernizar a planta, ampliar a capacidade e avaliar novas linhas de produtos no local;
- A conclusão da operação está prevista para outubro ou novembro de 2026, e o valor não foi divulgado.
Modernizar uma fábrica de alimentos envolve envase, automação e embalagem, e tudo isso costuma depender de ar comprimido. É aí que a qualidade do ar entra no projeto, para indústrias de Itacarambi, Montes Claros e de todo o Norte de Minas.
Por que o ar comprimido precisa de filtro coalescente na indústria de alimentos
O ar que sai do compressor carrega água, partículas e, nos modelos lubrificados, aerossóis de óleo. Em uma linha de alimentos, esse ar pode tocar o produto, a embalagem ou válvulas e cilindros de máquinas de envase. O filtro coalescente junta as gotículas finas de óleo e água em gotas maiores, que escorrem para o dreno e saem do sistema.
Em uma fábrica de molhos e extratos, o ar comprimido aciona válvulas, alimenta máquinas de envase, tampa e rotulagem, e faz sopro e limpeza de embalagens.
Coalescente, partículas e carvão ativado: qual a diferença
Cada filtro tem uma função. O filtro de partículas retém sólidos, como pó e ferrugem da tubulação. O filtro coalescente remove aerossóis de óleo e água. O filtro de carvão ativado trata vapores e odores de óleo. Em pontos de contato direto com o produto, ainda pode ser necessário um filtro estéril, como o filtro de ar comprimido estéril NES da Gardner Denver.
Como montar o tratamento de ar em uma fábrica de alimentos
A qualidade do ar comprimido costuma ser especificada pela norma ISO 8573-1, que define classes de pureza para partículas, água e óleo. A classe exigida depende do uso de cada ponto. A sequência mais comum na sala de compressores é:
- Compressor: lubrificado com filtragem adequada ou, quando o processo pede, compressor de ar isento de óleo;
- Reservatório e drenos: retiram o condensado antes que ele chegue à linha;
- Secador de ar: por refrigeração ou por adsorção, conforme o ponto de orvalho exigido;
- Filtros coalescentes e de partículas: antes e depois do secador, em estágios;
- Filtros de ponto de uso: carvão ativado ou estéril perto das máquinas mais sensíveis.
A Tmax fornece toda essa linha de tratamento de ar comprimido, com secadores, filtros e drenos Gardner Denver.
Sinais de que o filtro coalescente precisa de atenção
- Aumento da diferença de pressão entre a entrada e a saída do filtro;
- Presença de óleo ou água nas linhas, nos atuadores ou nos pontos de uso;
- Dreno travado ou que não descarta o condensado;
- Elemento filtrante fora do prazo de troca indicado pelo fabricante.
Um elemento saturado deixa o óleo passar e ainda faz o compressor trabalhar mais para manter a pressão. Por isso a troca deve entrar no plano de manutenção de compressores de ar comprimido. Quem vai ampliar a fábrica também pode começar por uma auditoria em ar comprimido, que mostra a demanda real e onde a qualidade do ar está falhando.
Perguntas frequentes sobre filtro coalescente na indústria de alimentos
O que faz um filtro coalescente de ar comprimido?
O filtro coalescente retém aerossóis de óleo e gotículas de água presentes no ar comprimido. As gotas finas se juntam no elemento filtrante, formam gotas maiores e escorrem até o dreno. Com isso, o ar chega mais limpo às máquinas, às embalagens e, quando há contato, ao próprio alimento.
Compressor isento de óleo dispensa filtro coalescente?
Não necessariamente. O compressor isento de óleo não adiciona lubrificante ao ar, mas o ar aspirado do ambiente ainda traz umidade, partículas e vapores. Por isso, secador e filtros continuam necessários. A configuração final depende da classe de pureza exigida em cada ponto de uso da fábrica.
De quanto em quanto tempo trocar o elemento coalescente?
O prazo de troca é definido pelo fabricante do filtro e pelas condições de operação, como horas de uso, temperatura e carga de óleo. O indicador de diferença de pressão ajuda a acompanhar a saturação. Em plantas de alimentos, o ideal é registrar as trocas no plano de manutenção preventiva.
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